Para Helena Hutz.
...ali no buso lotado e eu em pé reparei na peitulância da moça de decote generosíssimo e sutiã muito interessante, enigmático e pensei com ou sem os meus botões: "eu até que também sou filho de Deus!". Com sono, acordei as cinco pra vir fazer o tal curso de Brigada de Incêndios e lá tinha entre os bombeiros instrutores três uma tenente de lábios cor violácia, ela ficava pegando nos cabelos e o Doutor tinha me alertado: “se pegou nos cabelos entra com bola e tudo que é sua Taffarel!!!”. Será? esses Psi são estranhos pra caraca! e a vida não é ciência exata! lógico. Mas nem num caso nem no outro eu conseguia desviar o olhar e a tenente trajava uma aliança quase maior que a farda incluindo as botas longas. Eita, meu Jesus, taí algo que nunca passou sequer pelas minhas fantasias mais fantasiosas: uma tenente dos bombeiros! e casada, vai vendo! porque nossa vida é tão curta? De um personagem de Jorge Amado, livro “Pastores da Noite”, Tenente (vai vendo!) ou Capitão Alguma Coisa: "é impossível transar com todas as mulheres do mundo. Mas deve-se fazer um esforço." Com meus botões eu penso, olhar encantado, vidrado, com sono, na peitulância da soberba que finge dormir se rindo a gosto por dentro: "Muito bem colocado, muito bem Machado, digo, Jorge, meu amado!".




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