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Domingo , 22 de Fevereiro de 2009


A MORRO VAI, COM CERVEJA, PRA CABEÇA!

Escola de Samba Morro da Casa Verde

 

            A Morro vai pras cabeças: do Grupo de Acesso pro Grupo Especial, podem crer, vai dar nós! Ela é a primeira que entra hoje, Domingão, abrindo alas, apartir das 21h00, com transmissão pela TV Band. Quem quiser baixar o mp3 do samba é só entrar no site oficial: http://www.morrodacasaverde.zip.net. Concentração na sede apartir das 13h00. Abraços, beijos e um Carnaval de paz e amor pra todos nós!

 

Samba enredo de 2009:

Abram-alas para esta cultura popular! Da terra do chão rachado ao rei do cangaço.

Compositores: Xuxu/ Renata Carolina/ Júlio Marcos/ André Pantera/ Filé/ César Mancha/ Beto Lipe

Quando olhei a terra ardendo
No nordeste do Brasil
Avistei um povo alegre e gentil
Com seus mistérios, crendices, magias,
Ilusões e fantasias... Tradições deste lugar
“ô abram alas, para esta cultura popular...”
Gorjala, boi-tatá, lobisomem, saci-pererê...
Lendas, assombrações!
No poder das orações
A fé para poder vencer

Êta povo festeiro
Vem dançar o São João
É no xaxado, é no forró
No afoxé ou no baião
No carnaval o trio arrasta a multidão

 

Êta povo festeiro
Vem dançar o São João
É no xaxado, é no forró
No afoxé ou no baião
No carnaval o trio arrasta a multidão

Girou minhas baianas, água de cheiro pra lavar
Abençoe nosso povo
Salve o meu pai oxalá
Puxa o fole sanfoneiro, pra festança começar...
Tem a festa do vaqueiro, reisado e boi bumba
Frevo e maracatu, artesanato popular
Riqueza assim igual não há!
Maria bonita, lampião
Herói ou vilão
O rei do cangaço
Robin hood do sertão

Sou morro da casa verde, eu sou...
Verde e rosa no sertão
Vem voltar a ser criança
Cantando as maravilhas deste chão.

 

Sou morro da casa verde, eu sou...
Verde e rosa no sertão
Vem voltar a ser criança
Cantando as maravilhas deste chão.

Sociedade Cultural Morro da Casa Verde

Fundação: 06/04/1962
Cores: Verde e Rosa
Endereço: Av. Engenheiro Caetano Alvares, 2946 - Casa Verde
Website: http://www.morrodacasaverde.zip.net
Títulos: 1993 (Grupo 3), 1971, 1995 (Grupo 2), 2005 (Grupo 1)

 

 

 

Escrito por Neguleu às 11h52
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Sábado , 21 de Fevereiro de 2009


LIVRO GRATUITO DO IPEA SOBRE DESIGUALDADE RACIAL.

 

 


O IPEA coloca à disposição do público livro sobre “As políticas públicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição”. Com organização de Mário Theodoro, Luciana Jaccoud, Rafael Guerreiro e Osório Sergei Soares , os estudos abordam

 


“(...)diversos aspectos da questão racial no Brasil. Inicia com um enfoque histórico (capítulo 1), que analisa a formação do mercado de trabalho brasileiro à luz do passado escravista e da transição para o trabalho livre. Na seqüência, há um capítulo (2) sobre a discriminação racial e a ideologia do branqueamento que ganham força, sobretudo a partir da abolição.

 


“O terceiro capítulo trata do tema racial tendo em vista as diferentes abordagens sobre a questão da mobilidade social, proporcionando um rico quadro da trajetória dos estudos relacionados ao tema. Os capítulos 4 e 5 tratam dos dados mais recentes sobre as desigualdades raciais, extraídos da Pnad: um sobre os aspectos demográficos outro sobre os diferencias de renda. Já o capítulo 6 trata das políticas públicas de combate à desigualdade racial no Brasil, seus limites e abrangência. Finalmente, no capítulo 7 são apresentadas algumas conclusões com base no que foi discutido nos capítulos anteriores.” (fonte: http://www.ipea.gov.br/)

 


Acesse

AQUI o conteúdo do livro. Para solicitar exemplares, entre em contato com: glaucia@ipea.gov.br

 

P.S.: Texto copiado na íntegra do blog de Everaldo ÉfeSilva (a quem agradeço a oportuna informação), pela relevância. Apenas um alerta: mande logo seu email para Glaucia, antes que os livros acabem! Abraços.

Escrito por Neguleu às 14h41
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Terça-feira , 17 de Fevereiro de 2009


SCHOPENHAUER - TOME 4,5 E 6!

§ 4.

 

Para a imensa maioria dos eruditos, sua ciência é um meio e não um fim. Desse modo, nunca chegarão a realizar nada de grandioso, porque para tanto seria preciso que tivessem o saber como meta, e que todo o resto, mesmo sua própria existência, fosse apenas um meio. Pois tudo o que se realiza em função de outra coisa é feito apenas de maneira parcial, e a verdadeira excelência só pode ser alcançada, em obras de todos os gêneros, quando elas foram produzidas em função de si mesmas e não como meios para fins ulteriores. Da mesma maneira, só chegará a elaborar novas e grandes concepções fundamentais aquele que tenha suas próprias idéias como objetivo direto de seus estudos, sem se importar com as idéias dos outros. Entretanto os eruditos, em sua maioria, estudam exclusivamente com o objetivo de um dia poderem ensinar e escrever. Assim, sua cabeça é semelhante a um estômago e a um intestino dos quais a comida sai sem ser digerida. Justamente por isso, seu ensino e seus escritos têm pouca utilidade. Não é possível alimentar os outros com restos não digeridos, mas só com o leite que se formou a partir do próprio sangue.

 

§ 5.

 

A peruca é o símbolo mais apropriado para o erudito puro. Trata-se de homens que adornam a cabeça com uma rica massa de cabelo alheio porque carecem de cabelos próprios. Da mesma maneira, a erudição consiste num adorno com uma grande quantidade de pensamentos alheios, que evidentemente, em comparação com os fios provenientes do fundo e do solo mais próprios, não assentam de modo tão natural, nem se aplicam a todos os casos ou se adaptam de modo tão apropriado a todos os objetivos, nem se enraízam com firmeza, tampouco são substituídos de imediato, depois de utilizados, por outros pensamentos provenientes da mesma fonte. É por isso que Sterne, em Tristam Shandy, afirma sem o menor embaraço: an ounce of a man’s own wit is worth a ton of other’s people (Uma onça de espírito de um homem equivale a uma tonelada do de outras pessoas).*

De fato, mesmo a mais perfeita erudição tem, em relação ao gênio, a mesma relação que existe entre um herbário e o mundo sempre novo das plantas, em continua mudança, sempre fresco, sempre gerando novas formas. Não há nenhum contraste maior do que aquele que se verifica entre a erudição do comentador e a ingenuidade infantil dos antigos.

 

§ 6.

 

Diletantes, diletantes! – Assim os que exercem uma ciência ou uma arte por amor a ela, por alegria, per il loro diletto [pelo seu deleite], são chamados com desprezo por aqueles que se consagram a tais coisas com vistas ao que ganham, porque seu objeto dileto é o dinheiro que têm a receber. Esse desdém se baseia na sua convicção desprezível de que ninguém se dedicaria seriamente a um assunto se não fosse impelido pela necessidade, pela fome ou por uma avidez semelhante. O público possui o mesmo espírito e, por conseguinte, a mesma opinião: daí provém seu respeito habitual pelas “pessoas da área” e sua desconfiança em relação aos diletantes. Na verdade, para o diletante, ao contrário, o assunto é o fim, e para o homem da área como tal, apenas um meio. No entanto, só se dedicará a um assunto com toda a seriedade alguém que esteja envolvido de modo imediato e que se ocupe dele com amor, con amore. É sempre de tais pessoas, e não dos assalariados, que vêm as grandes descobertas.

 

*Uma onça é uma medida de peso inglesa que corresponde a 28,349 gramas. A citação é de A vida e as opiniões do cavalheiro Tristam Shandy, do romancista irlandês Laurence Sterne (1713-1768). (N. do T.)

Escrito por Neguleu às 16h40
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SCHOPENHAUER - TOME 3!

§ 3.

            Assim como as atividades de ler e aprender, quando em excesso, são prejudiciais ao pensamento próprio, as de escrever e ensinar em demasia também desacostumam os homens da clareza e profundidade do saber e da compreensão, uma vez que não lhes sobra tempo para obtê-los. Com isso, quando expõe alguma idéia, a pessoa precisa preencher com palavras e frases as lacunas de clareza em seu conhecimento. É isso, e não a aridez do assunto, que torna a maioria dos livros tão incrivelmente entediante. Pois, como podemos supor, um bom cozinheiro pode dar gosto até a uma velha sola de sapato; da mesma maneira, um bom escritor pode tornar interessante mesmo o assunto mais árido.

Escrito por Neguleu às 12h50
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Sábado , 14 de Fevereiro de 2009


UM MINUTO PARA OS NOSSOS COMERCIAIS!

Em breve publicarei “Schopenhauer - Tome 3, 4, 5,..., 13”. O Livrinho dele ta aqui ao lado da cama, aguardando. Quem não tiver paciência pra esperar pode adquirir o Livrinho em qualquer banca de jornal ou no site da editora www.lpm.com.br . A vantagem, além de tantas outras, é que no Livrinho tem mais quatro textos de dar água na boca que não publicarei aqui. Abraços, beijos.

Escrito por Neguleu às 11h43
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CAPITALISMO PARANÓICO?

CAPITALISMO PARANÓICO?

 

São Paulo, 14 de fevereiro de 2009.

 

Foi assim pensando à toa que criei essa profissão de escrever perfis para o Orkut. Fiz isso prum amigo e depois pra outra amiga. A notícia se espalhou no boca a boca ou email a email. Com o tempo comecei a cobrar pela coisa, o que, ao contrário do que eu supunha, só aumentou a demanda. Bem, um dinheirinho extra nestes tempos de crise sempre é bem vindo...

Fui topando a parada e vendo no que ia dando. Involuntariamente acabei por ser "descoberto" por um roteirista que achou o "argumento" uma boa pra ganhar uns trocos na telona. Não se surpreenda: cinema também é indústria, apesar de nem sempre ser somente indústria. Eu poderia recusar, mas de nada adiantaria: vendo o brilho ambicioso nos olhos do cidadão ficou claro que o sujeito usaria a história independentemente de prévia autorização e pra não ser acusado de plagiário acrescentaria nos créditos que a “película” fora baseada numa narrativa minha. Bem, bem, bem, antes que ele fizesse a merda toda sozinho (e mal feita) sucumbi e preferi ajudá-lo para a coisa não descambar de vez numa bela porcaria. E o dinheirinho que entrava era uma boa nestes tempos de crise! E por falar em crise, ontem vi uma bela moça no Centrão, calça e camiseta preta onde estava escrito: "A verdadeira crise é a da incompetência!" Será que isso é o Capitalismo entrando em Paranóia? Pensei com meus botões: "Só Jesus salva? Amém!". Abraços.

 

 

Escrito por Neguleu às 10h46
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Quinta-feira , 12 de Fevereiro de 2009


SCHOPENHAUER - TOME 2!

   

§ 2.

 

            Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou batalhas, ou experiências, sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero meio para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma, no entanto é essa maneira de pensar que caracteriza uma cabeça filosófica. Diante da imponente erudição de tais sabichões, às vezes digo para mim mesmo: Ah, essa pessoa deve ter pensado muito pouco para poder ter lido tanto! Até mesmo quando se relata, a respeito de Plínio, o Velho*, que ele lia sem parar ou mandava que lessem para ele, seja à mesa, em viagens ou no banheiro, sinto a necessidade de me perguntar se o homem tinha tanta falta de pensamentos próprios que era preciso um afluxo contínuo de pensamentos alheios, como é preciso dar a quem sofre de tuberculose um caldo para manter sua vida. E nem a sua credulidade sem critérios, nem o seu estilo de coletânea, extremamente repugnante, difícil de entender e sem desenvolvimento contribuem para me dar um alto conceito do pensamento próprio desse escritor.

 

 

* Gaius Plinius Secundus (23-79 d.C.), mais conhecido como Plínio, o Velho, almirante romano, escritor e naturalista clássico. (N. do T.)

Escrito por Neguleu às 18h28
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Terça-feira , 10 de Fevereiro de 2009


VALE MUITO A PENA VER E OUVIR!!!

Escrito por Neguleu às 16h09
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Quarta-feira , 04 de Fevereiro de 2009


SCHOPENHAUER - TOME 1!

A ARTE DE ESCREVER

 

SCHOPENHAUER (1788-1860)

 

SOBRE A ERUDIÇÃO E OS ERUDITOS (in A Arte de Escrever, L&PM POCKET, pag. 19, coletânea de textos retirados de Parerga und Paralipomena - algo como "Acessórios e remanescentes"- publicado em 1851)

 

§ 1.

 

            Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e de aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto, nesse caso, as aparências também enganam. Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder tagarelar e para ganhar ares de importantes. A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, depois querem ser mais espertas do que todo o passado. É com esse objetivo que tal geração freqüenta a universidade e se aferra aos livros, sempre aos mais recentes, os de sua época e próprios para sua idade. Só o que é breve e novo! Assim como é nova a geração, que logo passa a emitir seus juízos. – Quanto aos estudos feitos simplesmente para ganhar o pão de cada dia, nem os levei em conta.

Escrito por Neguleu às 19h30
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Domingo , 01 de Fevereiro de 2009


EU DEVIA ESTAR FELIZ?

Ouro de Tolo

Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Escrito por Neguleu às 22h19
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Óia Eu Aqui!



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