NEGULEU, Blog Morto de Releituras, Recolagens, Arremedos e Imitações.


Sábado , 18 de Junho de 2016


Metafísica e a Segunda-feira próxima.

Metafísica e a Segunda-feira próxima.

 

Farejo neste pestilento ar político que nos rodeia uma aliança tático pragmática entre Cunha e Dilma contra Temer. Ambos manteriam seus mandatos e espojariam um oponente comum: Temer.

Essa ideia minha vem direto do campo da Metafísica, não está baseada em fatos mensuráveis.

Na segunda-feira feira, Cunha vai provavelmente dar uma entrevista coletiva. O que vir daí, com ele em queda livre e atirando para todos os lados, pode surpreender.

A “briga” de Cunha com Dilma está fazendo aniversário de quase um ano. O rompimento foi péssimo para ambos.

Aos quarenta e oito minutos do segundo tempo, quando o jogo é de campeonato e a regra impede prorrogação, tudo é possível.

Aguardemos segunda-feira.

E a entrevista coletiva de Cunha.

Na segunda-feira.

Escrito por Neguleu às 21h19
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A moralista – Conto de Dinah Silveira de Queiroz

By | March 29, 2015

 

Se me falam em virtude, em moralidade ou imoralidade, em condutas, enfim, em tudo que se relacione com o bem e o mal, eu vejo Mamãe em minha idéia. Mamãe — não. O pescoço de Mamãe, a sua garganta branca e tremente, quando gozava a sua risadinha como quem bebe café no pires. Essas risadas ela dava principalmente à noite, quando — só nós três em casa — vinha jantar como se fosse a um baile, com seus vestidos alegres, frouxos, decotados, tão perfumada que os objetos a seu redor criavam uma pequena atmosfera própria, eram mais leves e delicados. Ela não se pintava nunca, mas não sei como fazia para ficar com aquela lisura de louça lavada. Nela, até a transpiração era como vidraça molhada: escorregadia, mas não suja. Diante daquela pulcritude minha face era uma miserável e movimentada topografia, onde eu explorava furiosamente, e em gozo físico, pequenos subterrâneos nos poros escuros e profundos, ou vulcõezinhos que estalavam entre as unhas, para meu prazer. A risada de Mamãe era um “muito obrigada” a meu Pai, que a adulava como se dela dependesse. Porém, ele mascarava essa adulação brincando e a tratando eternamente de menina. Havia muito tempo uma espírita dissera a Mamãe algo que decerto provocou sua primeira e especial risadinha:

— Procure impressionar o próximo. A senhora tem um poder extraordinário sobre os outros, mas não sabe. Deve aconselhar… Porque… se impõe, logo à primeira vista. Aconselhe. Seus conselhos não falharão nunca. Eles vêm da sua própria mediunidade…

Mamãe repetiu aquilo umas quatro ou cinco vezes, entre amigas, e a coisa pegou, em Laterra.

Se alguém ia fazer um negócio, lá aparecia em casa para tomar conselhos. Nessas ocasiões Mamãe, que era loura e pequenina, parecia que ficava maior, toda dura, de cabecinha levantada e dedo gordinho, em riste. Consultavam Mamãe a respeito de política, dos casamentos. Como tudo que dizia era sensato, dava certo, começaram a mandar-lhe também pessoas transviadas. Uma vez, certa senhora rica lhe trouxe o filho, que era um beberrão incorrigível. Lembro-me de que Mamãe disse coisas belíssimas, a respeito da realidade do Demônio, do lado da Besta, e do lado do Anjo. E não apenas ela explicou a miséria em que o moço afundava, mas o castigo também com palavras tremendas. Seu dedinho gordo se levantava, ameaçador, e toda ela tremia de justa cólera, porém sua voz não subia do tom natural. O moço e a senhora choravam juntos.

Papai ficou encantado com o prestígio de que, como marido, desfrutava. Brigas entre patrão e empregado, entre marido e mulher, entre pais e filhos vinham dar em nossa casa. Mamãe ouvia as partes, aconselhava, moralizava. E Papai, no pequeno negócio, sentia afluir a confiança que se espraiava até seus domínios.

Foi nessa ocasião que Laterra ficou sem padre, porque o vigário morrera e o bispo não mandara substituto. Os habitantes iam casar e batizar os filhos em Santo Antônio. Mas, para suas novenas e seus terços, contavam sempre com minha Mãe. De repente, todos ficaram mais religiosos. Ela ia para a reza da noite de véu de renda, tão cheirosa e lisinha de pele, tão pura de rosto, que todos diziam que parecia e era, mesmo, uma verdadeira santa. Mentira: uma santa não daria aquelas risadinhas, uma santa não se divertia, assim. O divertimento é uma espécie de injúria aos infelizes, e é por isso que Mamãe só ria e se divertia quando estávamos sós.

Nessa época, até um caipira perguntou na feira de Laterra:

— Diz que aqui tem uma padra. Onde é que ela mora? Contaram a Mamãe. Ela não riu:

— Eu não gosto disso. — E ajuntou: Nunca fui uma fanática, uma louca. Sou, justamente, a pessoa equilibrada, que quer ajudar ao próximo. Se continuarem com essas histórias, eu nunca mais puxo o terço.

Mas, nessa noite, eu vi sua garganta tremer, deliciada:

— Já estão me chamando de “padra”… Imagine!

Ela havia achado sua vocação. E continuou a aconselhar, a falar bonito, a consolar os que perdiam pessoas queridas. Uma vez, no aniversário de um compadre, Mamãe disse palavras tão belas a respeito da velhice, do tempo que vai fugindo, do bem que se deve fazer antes que caia a noite, que o compadre pediu:

— Por que a senhora não faz, aos domingos, uma prosa desse jeito? Estamos sem vigário, e essa mocidade precisa de bons conselhos…

Todos acharam ótima a idéia. Fundou-se uma sociedade: “Círculo dos Pais de Laterra”, que tinha suas reuniões na sala da Prefeitura. Vinha gente de longe, para ouvir Mamãe falar. Diziam todos que ela fazia um bem enorme às almas, que a doçura das suas palavras confortava quem estivesse sofrendo. Várias pessoas foram por ela convertidas. Penso que meu Pai acreditava, mais do que ninguém, nela. Mas eu não podia pensar que minha Mãe fosse um ser predestinado, vindo ao mundo só para fazer o bem. Via tão claramente o seu modo de representar, que até sentia vergonha. E ao mesmo tempo me perguntava:

— Que significam estes escrúpulos? Ela não une casais que se separam, ela não consola as viúvas, ela não corrige até os aparentemente incorrigíveis? Um dia, Mamãe disse ao meu Pai, na hora do almoço:

— Hoje me trouxeram um caso difícil… Um rapaz viciado. Você vai empregá-lo. Seja tudo pelo amor de Deus. Ele me veio pedir auxílio… e eu tenho que ajudar. O pobre chorou tanto, implorou… contando a sua miséria. É um desgraçado!

Um sonho de glória a embalou:

— Sabe que os médicos de Santo Antônio não deram nenhum jeito? Quero que você me ajude. Acho que ele deve trabalhar… aqui. Não é sacrifício para você, porque ele diz que quer trabalhar para nós, já que dinheiro eu não aceito mesmo, porque só faço caridade!

O novo empregado parecia uma moça bonita. Era corado, tinha uns olhos pretos, pestanudos, andava sem fazer barulho. Sabia versos de cor, e às vezes os recitava baixinho, limpando o balcão. Quando o souberam empregado de meu Pai — foram avisá-lo:

— Isso não é gente para trabalhar em casa de respeito!

— Ela quis — respondeu meu Pai. — Ela sempre sabe o que faz!

O novo empregado começou o serviço com convicção, mas tinha crises de angústia. Em certas noites não vinha jantar conosco, como ficara combinado. E aparecia mais tarde, os olhos vermelhos.

Muitas vezes, Mamãe se trancava com ele na sala, e a sua voz de tom igual, feria, era de repreensão. Ela o censurava, também, na frente de meu Pai, e de mim mesma, porém sorrindo de bondade:
— Tire a mão da cintura. Você já parece uma moça, e assim, então…

Mas sabia dizer a palavra que ele desejaria, decerto, ouvir:

— Não há ninguém melhor do que você, nesta terra! Por que é que tem medo dos outros? Erga a cabeça… Vamos!

Animado, meu Pai garantia:

— Em minha casa ninguém tem coragem de desfeitear você. Quero ver só isso!

Não tinha mesmo. Até os moleques que, da calçada, apontavam e riam, falavam alto, ficavam sérios e fugiam, mal meu Pai surgisse à porta.

E o moço passou muito tempo sem falhar nos jantares. Nas horas vagas fazia coisas bonitas para Mamãe. Pintou-lhe um leque e fez um vaso em forma de cisne, com papéis velhos molhados, e uma mistura de cola e nem sei mais o quê. Ficou meu amigo. Sabia de modas, como ninguém. Dava opinião sobre os meus vestidos. À hora da reza, ele, que era tão humilhado, de olhar batido, já vinha perto de Mamãe, de terço na mão. Se chegavam visitas, quando estava conosco, ele não se retirava depressa como fazia antes. E ficava num canto, olhando tranqüilo, com simpatia. Pouco a pouco eu assistia, também, à sua modificação. Menos tímido, ele ficara menos afeminado. Seus gestos já eram confiantes, suas atitudes menos ridículas.

Mamãe, que policiava muito seu modo de conversar, já se esquecia de que ele era um estranho. E ria muito à vontade, suas gostosas e trêmulas risadinhas. Parece que não o doutrinava, não era preciso mais. E ele deu de segui-la fielmente, nas horas em que não estava no balcão. Ajudava-a em casa, acompanhava-a nas compras. Em Laterra, soube depois, certas moças que por namoradeiras tinham raiva da Mamãe, já diziam, escondidas atrás da janela, vendo-a passar:

— Você não acha que ela consertou… demais?

Laterra tinha orgulho de Mamãe, a pessoa mais importante da cidade. Muitos sentiam quase sofrimento, por aquela afeição que pendia para o lado cômico. Viam-na passar depressa, o andar firme, um tanto duro, e ele, o moço, atrás, carregando seus embrulhos, ou ao lado levando sua sombrinha, aberta com unção, como se fora um pálio. Um franco mal-estar dominava a cidade. Até que num domingo, quando Mamãe falou sobre a felicidade conjugal, sobre os deveres do casamento, algumas cabeças se voltaram quase imperceptivelmente para o rapaz, mas ainda assim eu notei a malícia. E qualquer absurdo sentimento arrasou meu coração em expectativa.

Mamãe foi a última a notar a paixão que despertara:

— Vejam, eu só procurei levantar seu moral… A própria mãe o considerava um perdido — chegou a querer que morresse! Eu falo — porque todos sabem — mas ele hoje é um moço de bem!

Papai foi ficando triste. Um dia, desabafou:

— Acho melhor que ele vá embora. Parece que o que você queria, que ele mostrasse que poderia ser decente e trabalhador, como qualquer um, afinal conseguiu! Vamos agradecer a Deus e mandá-lo para casa. Você é extraordinária!

— Mas — disse Mamãe admirada. — Você não vê que é preciso mais tempo… para que se esqueçam dele? Mandar esse rapaz de volta, agora, até é um pecado! Um pecado que eu não quero em minha consciência.

Houve uma noite em que o moço contou ao jantar a história de um caipira, e Mamãe ria como nunca, levantando a cabeça pequenina, mostrando a sua nudez mais perturbadora —seu pescoço — naquele gorjeio trêmulo. Vi-o ao empregado, ficar vermelho e de olhos brilhantes, para aquele esplendor branco. Papai não riu. Eu me sentia feliz e assustada. Três dias depois o moço adoeceu de gripe. Numa visita que Mamãe lhe fez, ele disse qualquer coisa que eu jamais saberei. Ouvimos pela primeira vez a voz de Mamãe vibrar alto, furiosa, desencantada. Uma semana depois ele estava restabelecido, voltava ao trabalho. Ela disse a meu Pai:

— Você tem razão. É melhor que ele volte para casa.

À hora do jantar, Mamãe ordenou à criada:

— Só nós três jantamos em casa! Ponha três pratos…

No dia seguinte, à hora da reza, o moço chegou assustado, mas foi abrindo caminho, tomou seu costumeiro lugar junto de Mamãe:

— Saia!… — disse ela baixo, antes de começar a reza. Ele ouviu — e saiu, sem nem ao menos suplicar com os olhos.

Todas as cabeças o seguiram lentamente. Eu o vi de costas, já perto da porta, no seu andar discreto de mocinha de colégio, desembocar pela noite.

— Padre Nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso Nome…

Desta vez as vozes que a acompanhavam eram mais firmes do que nos últimos dias.

Ele não voltou para a sua cidade, onde era a caçoada geral. Naquela mesma noite, quando saía de Laterra, um fazendeiro viu como que um longo vulto balançando de uma árvore. Homem de coragem, pensou que fosse algum assaltante. Descobriu o moço. Fomos chamados. Eu também o vi. Mamãe não. À luz da lanterna, achei-o mais ridículo do que trágico, frágil e pendente como um judas de cara de pano roxo. Logo uma multidão enorme cercou a velha mangueira, depois se dispersou. Eu me convenci de que Laterra toda respirava aliviada. Era a prova! Sua senhora não transigira, sua moralista não falhara. Uma onda de desafogo espraiou-se pela cidade.

Em casa não falamos no assunto, por muito tempo. Porém Mamãe, perfeita e perfumada como sempre, durante meses deixou de dar suas risadinhas, embora continuasse agora, sem grande convicção — eu o sabia — a dar os seus conselhos. Todavia punha, mesmo no jantar, vestidos escuros, cerrados no pescoço.

Dinah-Silveira-de-Queiroz

O texto acima foi publicado no livro “Histórias do Amor Maldito”, Editora Record — Rio de Janeiro, 1967, seleção de Gasparino Damata. Foi considerado e consta do livro “Cem melhores contos brasileiros do século”, seleção de Ítalo Moriconi, em edição da Objetiva — Rio de Janeiro, 2000, pág. 180.

 

 

Escrito por Neguleu às 21h04
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Segunda-feira , 30 de Maio de 2016


A Liga dos Cabeça-Vermelhas.

Sherlock Holmes, Sir Conan Doyle.

 

https://mundosherlock.wordpress.com/canon_e/arthur-conan-doyle-as-aventuras-de-sherlock-holmes-1892/a-liga-dos-cabecas-vermelhas/

Escrito por Neguleu às 15h01
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Quinta-feira , 12 de Maio de 2016


Vão Vendo, Vão Vendo, Vão Vendo!!!

 

Ministério de Temer deve ser o primeiro sem mulheres desde 1979

12/05/201612h18

Do BOL, em São Paulo

  • Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Com os nomes confirmados para o ministeriado, o presidente interino Michel Temer (PMDB), provavelmente, será o primeiro líder da nação - desde Ernesto Geisel (1974-1979) - a não ter mulheres na Esplanada. Uma única mulher, a ex-ministra do STF Ellen Gracie foi convidada para assumir a CGU (Controladoria-Geral da União), mas ela recusou.

As deputadas Mara Gabrilli (PSDB) e Renata Abreu (PTN) também foram cogitadas nas negociações partidárias para o governo, mas as conversas não prosperaram.

Gaudêncio Torquato, amigo e consultor político do peemedebista, defende que a presença de mulheres nos ministérios é e será uma preocupação de Temer. "Ele está muito atento a esta questão", disse em entrevista à Folha.

As decisões vão de encontro à reforma ministerial que deve ser implementada pelo presidente interino, incluindo o corte do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Este deve ser incorporado ao Ministério da Justiça - que passará a ser Ministério da Justiça e Cidadania.

Histórico de mulheres nos ministérios

Desde o governo do general João Figueiredo (1979-85), que, na ditadura militar, indicou a primeira ministra do Brasil, todos os governos republicanos tiveram mulheres nos ministérios. José Sarney (1985-1990) indicou uma. Fernando Collor (1990-1992), Itamar Franco (1992-1995) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), duas cada um.

Nos governos petistas, a participação feminina foi maior: Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) teve 11 ministras (duas delas interinas) e Dilma Rousseff, 15 (sendo três interinas).

Nos dois casos, mulheres desempenharam funções centrais. Além de Dilma, que foi ministra da Casa Civil de Lula, Erenice Guerra, Gleisi Hoffmann e Miriam Belchior compuseram o núcleo duro.

Nomes confirmados para o ministeriado de Temer 

O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles foi confirmado como ministro da Fazenda no governo do presidente interino Michel Temer, e o senador Romero Jucá (PMDB) como ministro do Planejamento, informou a assessoria de imprensa de Temer nesta quinta-feira (12).

Eliseu Padilha será ministro-chefe da Casa Civil e José Serra (PSDB-SP), ministro das Relações Exteriores. A lista também confirma Geddel Vieira Lima como ministro da Secretaria de Governo .

Veja a lista completa:

. Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações;

. Raul Jungmann, ministro da Defesa;

. Romero Jucá, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão;

. Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo;

. Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional;

. Bruno Araújo, ministro das Cidades;

. Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;

. Henrique Meirelles, ministro da Fazenda;

. Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura;

. Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil;

. Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário;

. Leonardo Picciani, ministro do Esporte;

. Ricardo Barros, ministro da Saúde;

. José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente;

. Henrique Alves, ministro do Turismo;

. José Serra, ministro das Relações Exteriores;

. Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho;

. Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania;

. Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil;

. Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU);

. Fábio Osório Medina, Advocacia-Geral da União (AGU)

 

(Com informações da Folha de S.Paulo e a agência Reuters)

 

Escrito por Neguleu às 13h45
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Domingo , 17 de Abril de 2016


O importado vermelho de Noé - 1

O importado vermelho de Noé

(André Sant’Anna)

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Está chovendo dinheiro em Nova York. Deu no rádio. Deu na CBN. E,
com o meu carro vermelho, importado da Alemanha, logo estarei no
aeroporto e voarei para Nova York pela American Airlines. O meu carro
vermelho, importado da Alemanha, é veloz. Eu tenho poder de compra e
por isso comprei o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Eu tenho
empresas e sou digno do visto para ir a Nova York. O dinheiro que chove
em Nova York é para pessoas com poder de compra. Pessoas que tenham
um visto do consulado americano. O dinheiro que chove em Nova York
também é para os novaiorquinos. São milhares de dólares. Ergui empresas,
venci obstáculos, ultrapassei limites, atingi todas as metas e agora vou para
Nova York, onde está chovendo dinheiro. Possuo as qualificações necessárias,
os dotes exigidos, e sou livre para ir a Nova York, onde está chovendo
dinheiro. As negociações estão encerradas. Meu cérebro de administrador é
perspicaz e tem o veredicto final. Estou indo para Nova York, onde está
chovendo dinheiro. Sou um grande administrador. Sim, está chovendo
dinheiro em Nova York. Deu no rádio. Vejo que há pedestres invadindo a
via onde trafega o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Vejo que
há carros nacionais trafegando pela via onde trafega o meu carro vermelho,
importado da Alemanha. Ao chegar em Nova York, tomarei providências.
O meu cérebro de administrador sabe que providências tomar. Procurei o
desenvolvimento em cada instante de minha vida. Sei exatamente onde
quero chegar. Eu quero ir para Nova York, onde está chovendo dinheiro.
Será uma grande aliança. Eu e o dinheiro que está chovendo em Nova York.
Uma fusão gloriosa. Agora compreendo os desígnios da natureza, a intenção
do destino. Agora posso compreender Deus, que está ao meu lado e faz
chover dinheiro em Nova York. Enxergo claramente a diferença entre o meu
carro vermelho, importado da Alemanha, e os carros nacionais. A diferença
que me separa definitivamente dos pedestres que invadem a via onde trafega
o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Voarei para Nova York pela
American Airlines e Deus estará comigo, indo para Nova York. Deus está
em toda Nova York. Deus é também um grande administrador, como eu,
Paulo e os novaiorquinos. É grande a empresa de Deus, como são grandes
as minhas empresas. Deus toma as providências necessárias e faz chover
dinheiro em Nova York. Milagre! Deu no rádio. Está chovendo dinheiro em
Nova York e eu vou para Nova York. Está chovendo dinheiro em Nova York!
Estou indo velozmente, no meu carro vermelho, importado da Alemanha,
para Nova York. Estou indo para Nova York numa velocidade incrível,
deixando para trás os pedestres e os carros nacionais. Deixando para trás um
passado impecável, rumo a um futuro espetacular. Deus fala diretamente à
minha consciência. Deus faz chover dinheiro em Nova York e não aqui, na
Marginal Tietê, onde só chove chuva de água normal. A grande recompensa
de Deus é exclusiva dos grandes administradores como eu, Paulo e os
novaiorquinos. Caso contrário, choveria dinheiro aqui mesmo, na Marginal
Tietê, onde só chove chuva de água normal e os carros nacionais impedem
a passagem veloz do meu carro vermelho, importado da Alemanha. Aqui,
onde o Rio Tietê recebe a chuva de água normal, sem um dólar sequer no
meio, que se mistura ao esgoto horroroso constituído pelo excremento dos
pretos desta cidade e pelo subproduto indesejável da insignificante indústria
nacional. Está decidido: a partir deste momento minhas empresas terão
capital internacional e flutuarão no rio global de dinheiro que chove em
Nova York. Estou a um passo do futuro magnífico, planejado, pessoalmente,
por Deus, para mim, para Paulo e para os novaiorquinos. Basta esperar que
os insuportáveis carros nacionais abram passagem para o meu veloz carro
vermelho, importado da Alemanha. Dividirei o Rio Tietê em dois e o atravessarei sozinho no meu carro vermelho, importado da Alemanha, rumo
à terra prometida, que é Nova York, onde está chovendo dinheiro. Vou
sozinho para Nova York. Está decidido. É uma decisão acertada como todas
as decisões que o meu cérebro de administrador toma. A chuva de água
normal que cai sobre o Rio Tietê não impedirá que eu avance cada vez mais.
Os carros nacionais que atrapalham a veloz passagem do meu carro vermelho,
importado da Alemanha, serão esmagados pelos anjos vingadores de Deus.
A chuva cai, mas é só água normal. Não é como em Nova York, onde está
chovendo dinheiro. Ao chegar em Nova York, tomarei as providências
necessárias. Mandarei um e-mail a Paulo, que é um grande administrador e
também vai para Nova York. É preciso substituir o prefeito, que é preto. A
culpa é do prefeito. A chuva de água normal, que faz subir o Rio Tietê. O
subproduto da medíocre indústria nacional. A péssima qualidade dos carros
nacionais. Os buracos que deformam o asfalto das lentas estradas de rodagem
nacionais. O prefeito é preto. A culpa é do prefeito e do povo que votou
nesse prefeito preto. Eu também votei nesse prefeito preto, mas foi a pedido
de Paulo. Nunca vou esquecer o que Paulo fez pelas empresas. Paulo é meu
amigo. Paulo é um grande administrador, como eu e os novaiorquinos. Paulo
já rompeu com o prefeito preto. Me perdoe, Deus, por ter ajudado a financiar
a campanha desse prefeito preto. Me perdoe, Deus. Na época das eleições
eu ainda não havia recebido vossas instruções. Mas agora deu no rádio. Está
chovendo dinheiro em Nova York e eu preciso ir para Nova York. Em Nova
York poderei voar livremente, velozmente, no meu carro vermelho, importado
da Alemanha. Em Nova York, meu carro vermelho, importado da
Alemanha, jamais será assaltado pelos assaltantes pretos. Em Nova York não
chove chuva de água normal. Chove dinheiro em Nova York! Mas é só para
mim, Paulo e os novaiorquinos. Meu enorme capital vai se fundir ao enorme
capital do dinheiro que chove em Nova York. Basta que pare de chover água
normal aqui, na Marginal Tietê. Basta que os carros nacionais sejam eliminados.
Basta que o prefeito preto fique branco e deixe de ser preto como a
água do Rio Tietê ao se misturar com os excrementos dos pretos nacionais.
Deus só está testando a minha fé, por isso não pára de chover água normal
aqui, na Marginal Tietê. Por isso, os carros nacionais continuam a obstruir
a passagem veloz do meu carro vermelho, importado da Alemanha. Eu tenho
fé, Deus. Eu acredito, Deus. Deu no rádio: está chovendo dinheiro em Nova
York. E logo eu estarei em Nova York, onde está chovendo dinheiro. Oh!
Não! O Rio Tietê está subindo, subindo, subindo... Eu sei de quem é a culpa.
A culpa é do prefeito. O prefeito tem que tomar uma providência. As
bactérias nojentas do Rio Tietê estão invadindo a via onde o meu carro
vermelho, importado da Alemanha, tenta trafegar. O meu carro vermelho,
importado da Alemanha, tenta trafegar velozmente, mas os carros nacionais
impedem seu veloz tráfego. No aeroporto, o vôo da American Airlines está
esperando por mim. Eu tenho um visto para entrar nos Estados Unidos. Eu
tenho uma passagem na primeira classe do vôo da American Airlines que vai
para Nova York. Eu quero ir para Nova York. Está chovendo dinheiro em
Nova York. Deus, leve o meu carro vermelho, importado da Alemanha, para
o aeroporto, onde o vôo da American Airlines espera por esse seu devoto,
grande administrador branco, perspicaz, amigo de Paulo. Deus, eu sou sua
imagem e semelhança, Deus. Eu sou belo, Deus. Eu creio, Deus. Deu no
rádio. Está chovendo dinheiro em Nova York e o meu carro vermelho,
importado da Alemanha, está preso entre os carros nacionais, às margens do
Rio Tietê, onde a água normal e o excremento dos pretos, por culpa do
prefeito, começam a invadir a via onde o meu carro vermelho, importado
da Alemanha, não consegue sair velozmente do lugar. Não perderei a calma.
Tempo há. A American Airlines sempre espera por seus passageiros brancos
da primeira classe. Sou um administrador objetivo. A água normal que chove
no Rio Tietê não pode deter a força de Deus, a velocidade do meu carro vermelho, importado da Alemanha. Tenho direitos garantidos por lei. As
empresas são minhas. O carro vermelho, importado da Alemanha, que me
levará às asas da American Airlines, é meu. Ainda tenho um almoço de
negócios em Nova York para resolver negócios urgentíssimos. São negócios
de fusão com o capital internacional. Negócios relacionados ao dinheiro que
está chovendo em Nova York. Negócios diretamente relacionados a Deus,
que faz chover dinheiro em Nova York. Deus exige a minha presença em
Nova York. O prefeito deve priorizar a retirada dos carros nacionais que
impedem a passagem velocíssima do meu carro vermelho, importado da
Alemanha. Paulo! Onde está Paulo? Onde está o prefeito? Paulo, retire o
prefeito. Eu quero ir para Nova York. Pretos. Só vejo pretos, carros nacionais
e água normal misturada ao subproduto da fraquíssima indústria nacional
juntamente com o excremento dos pretos. É a investida do Demônio preto
contra o meu carro vermelho, importado da Alemanha. Não admito. Não
posso admitir. Deus está me pondo à prova. Não se preocupe, Deus. Jamais
abandonarei minha missão. Deus, me desculpe. Minha fé fraqueja. São as
bactérias do Rio Tietê por culpa do prefeito. Sim, Deus. Me reunirei ao meu
amigo Paulo e aos novaiorquinos e me fundirei aos milhares de dólares que
estão chovendo em Nova York. A liberdade internacional está logo ali, ali...
Eu vejo. Eu vejo, meu Deus. Está chovendo dinheiro em Nova York. E eu
posso ver o dinheiro que chove em Nova York. Deu no rádio. Está chovendo
dinheiro em Nova York. Eu posso ver. Deu no rádio. A água normal que
chove no Rio Tietê está atingindo níveis insuportáveis. Uma falta de respeito
ao meu poder aquisitivo, ao meu poder de compra. Eu tenho poder de
compra e não posso admitir que o afrontoso Rio Tietê com o excremento
dos pretos e mais esses abjetos carros nacionais impeçam a trajetória veloz
perfeita do meu carro vermelho, importado da Alemanha, rumo à Nova
York, onde está chovendo dinheiro. São milhares de dólares em Nova York
e milhares de dejetos humanos pretos aqui, na Marginal Tietê, na via onde
meu carro vermelho, importado da Alemanha, já não trafega mais. Deus...
Deus, exijo uma providência. O prefeito tem que tomar uma providência.

Escrito por Neguleu às 13h40
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O importado vermelho de Noé - 2

Preciso possuir dinheiro em Nova York. Preciso possuir as mais belas

mulheres do planeta em Nova York. Eu tenho direitos. Direitos humanos.
Mas, não. Os direitos humanos servem apenas aos interesses dos criminosos
pretos, que infestam as cadeias nacionais. Eu tenho direitos humanos
internacionais, garantidos pela lei de Deus que me obriga a ir para Nova
York. Eu tenho deveres para com Deus. Saiam da frente do meu carro
vermelho, importado da Alemanha, seus demoníacos carros nacionais dos
pretos. É uma necessidade urgente possuir as mais belas mulheres do planeta
em Nova York. Eu sou um belo com poder aquisitivo. Meu poder aquisitivo
é imensurável, sim sim. Não... Não... Estou cercado de água normal dos
pretos sem dólares como aqueles dólares que chovem em Nova York. Os
dólares que serão meus, de Paulo, dos novaiorquinos, de Deus, de Deus, de
Deus. Tenho um jantar urgentíssimo em Nova York, onde está chovendo
dinheiro. Dólares enviados especialmente por Deus, para mim. Tenho um
jantar com as mais belas mulheres do planeta em Nova York: Julia Roberts,
Cindy Crawford, Nicole Kidman, Kim Basinger, Catherine Deneuve que
sempre vai a Nova York como eu. Naomi Campbell também. Naomi é preta,
mas é muito gostosa. Ela não é igual a esse prefeito preto que permite a
obstrução do meu carro vermelho, importado da Alemanha, pelos miseráveis
carros nacionais, pela catastrófica chuva nacional normal, pelo Rio Tietê,
pretíssimo, cada vez mais cheio, invadindo a via onde meu carro vermelho,
importado da Alemanha, não consegue mais se mover. Deus! Deus! Estou
imóvel enquanto chove dinheiro em Nova York. A água do Rio Tietê e os
excrementos pretos dos pretos e o subproduto da pouco competitiva indústria
nacional estão se aproximando do meu carro vermelho, importado da Alemanha. Meu carro vermelho, importado da Alemanha, vai ser tocado por excrementos pretos. Não. Isso não vai acontecer. AAmerican Airlines vai me levar a Nova York, onde está chovendo dinheiro. E eu, um belo administrador,
amigo de Paulo, escolhido por Deus, aguardado pelos novaiorquinos,
me fundirei ao dinheiro que chove em Nova York, ao capital estratosférico,
ao corpo nu de Julia Roberts. Me fundirei às mais belas mulheres do planeta
que estão em Nova York. Começarei a tomar providências imediatamente,
retirando o prefeito preto e os carros nacionais que infestam a via onde meu
carro vermelho, importado da Alemanha, deveria estar trafegando. Minhas
empresas possuem grande agilidade. Meu cérebro é uma máquina de última
geração. Sou uma águia na administração. Você está deposto, terrível prefeito
preto. Exijo direitos plenos sobre a alta tecnologia do meu carro vermelho,
importado da Alemanha, e sobre os aparelhos computadorizados do vôo da
American Airlines que me levará à Nova York, onde chove dinheiro. Os
carros nacionais para pretos de baixo poder de compra logo serão levados
pela corrente de água normal e excrementos dos pretos. Os inconsistentes
carros nacionais não vão resistir a esta enchente preta de água normal. Eu
sabia. Deus está mostrando o seu poder fazendo chover água normal aqui,
nesta via ao lado do Rio Tietê. Os carros nacionais e os pretos estão sendo
destruídos. Quando toda esta via automotiva estiver submersa nos excrementos
pretos e no subproduto da fétida indústria nacional, Deus retirará da água
normal o meu carro vermelho, importado da Alemanha, fazendo com que
a velocidade internacional do meu carro vermelho, importado da Alemanha,
me leve ao aeroporto onde o vôo da American Airlines, para Nova York,
estará esperando por mim e por Paulo. Me fundirei à ilha de Manhattan e
aos dólares que chovem em Nova York. Depois irei a Paris para uma reunião
prioritária de negócios e jantares exclusivos com Catherine Deneuve e a
cúpula européia do capital internacional feliz independente. Sim. De Nova
York a Paris. De Paris a Nova York, através da Air France e também da
insuperável American Airlines. Serei cercado pelos paparazzi da imprensa
internacional, mas não morrerei em Paris, à meia-noite, às margens do Rio
Sena, onde nothing is real. Deus está comigo. Mesmo agora que os ignóbeis
carros nacionais começam a ser levados pela enxurrada de água normal,
excrementos e subprodutos. Exijo a presença da imprensa e nada tenho a
declarar. Só falarei na presença de Deus ou do meu advogado. Aqui só há
pretos saindo dos carros nacionais, tentando fugir da chuva de água normal
enviada por Deus. Mas eu ficarei aqui no meu carro vermelho, importado
da Alemanha. Em poucos instantes, Deus iniciará a retirada do meu carro
vermelho, importado da Alemanha. Planarei sobre este rio preto administrado
pessimamente pelo prefeito que é o responsável por toda esta chuva
normal que chove aqui e não em Nova York, onde também chove, mas chove
é dinheiro enviado por Deus. Deu no rádio. Está chovendo dinheiro em
Nova York. Milhares de dólares num fluxo de alta rentabilidade. Ainda bem
que possuo a calma e a frieza objetiva, exclusividade dos grandes
administradores, para enfrentar os poucos minutos que ainda restam antes que os
carros nacionais dirigidos por pretos de baixo poder administrativo sejam
destruídos e o meu carro vermelho, importado da Alemanha, se eleve aos
céus nas asas da American Airlines, rumo a Nova York, onde não pára de
chover dinheiro. Está chegando o momento sagrado. Eu posso sentir a
presença internacional de Deus que me adora. Foi Deus quem me escolheu
para ir a Nova York e participar das reuniões decisivas e dos jantares com
capital que chove em Nova York. A fusão é imprescindível. Agora. Agora.
Estou pronto. Ainda não? Sim, Deus. Estou ouvindo com os meus infalíveis
ouvidos de grande administrador. Está dando no rádio. Uma mensagem.
Cindy Crawford e Michael Douglas estarão à minha espera. A reunião decisiva para eliminar os protozoários maléficos que produzem fichinhas falsas e o prefeito preto do povo preto que produz excrementos aqui, nesta via nacional intransitável que submerge nas águas pretas da insolúvel
indústria nacional, nas margens do Rio Tietê. A paciência é uma virtude dos
grandes administradores belos que se fundem aos corpos das internacionais
mulheres lindas de Nova York, onde chove dinheiro. Oh! Deus. Está tão
frio. A água normal e preta está subindo, subindo. A água preta macula meu
carro vermelho, importado da Alemanha. Oh! Deus. Por que me fazes passar
por esta prova final? O subproduto da indústria preta já atinge meu peito
largo de grande administrador. A água normal é fria. O dinheiro que chove
em Nova York é quente como o regaço de Julia Roberts. A água está toda
preta, toda nacional e pouco desenvolvida. Deus, preciso de uma reunião
intransferível com o senhor que ama a mim, a Paulo, aos novaiorquinos, às
mais lindas mulheres do planeta, ao meu carro vermelho, importado da
Alemanha, ao fluxo intercambiável de capital que chove em Nova York.
Preciso apontar falhas no sistema administrativo deste rio de águas pretas
normais, nesta via que sucumbe à ira dos excrementos de baixo poder
aquisitivo, me afastando do objetivo final proposto a mim, pelo senhor,
Deus. Eu vou ser o prefeito. Eu sou o prefeito. Deu no rádio. Eu vou ser o
prefeito em Nova York com os novaiorquinos, o dinheiro que chove e as
mais lindas mulheres do planeta nas reuniões de máxima urgência com fluxo
global de Paulo. Deu no rádio. Está chovendo dinheiro em Nova York e eu
sou o prefeito. É hora de voar pela American Airlines. Meu carro vermelho,
importado da Alemanha, deve partir imediatamente para Nova York antes
que aquele excremento preto nacional entre em contato com a superfície
vermelha e tecnologicamente avançada do meu carro vermelho, importado
da Alemanha. Contato. Contato. Há falhas no sistema administrativo
nacional. Devo partir imediatamente. Há excrementos pretos flutuando ao
redor de meu forte pescoço. Há água fria. Contato. Deus, contato. Falhas
existem para serem corrigidas. Contato. Contato. Excremento detectado.
Elevarei meu potente maxilar e evitarei que a água nacional preta entre em
minha boca. Elevação iniciada. Contato. Excremento detectado. Contato
bucal com excrementos de baixa qualificação técnica. Julia Roberts, Deus,
contato. A fusão com o capital universal administrativo novaiorquino deve
ser efetuada. Evitar o excremento e a água normal sem dólares. Ar. Água
preta normal, entrando no nariz de linhas arrojadas. Deus, deu no rádio.
Está chovendo dinheiro em Nova York. Está chovendo dinheiro em Nova
York. Excremento preto nacional normal à frente. Eu quero ir para Nova
York. Excremento preto de baixo poder aquisitivo, na minha boc... Está
chovendo dinheiro em Nov 

Escrito por Neguleu às 13h39
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LISTA DE TVs QUE talvez TRANSMITAM VOTAÇÃO DO GOLPE

LISTA DE TVs QUE talvez TRANSMITAM VOTAÇÃO DO GOLPE



TV do Trabalhador

http://www.tvt.org.br/

TV Brasil

http://tvbrasil.ebc.com.br/webtv



TV Camara

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/aoVivo.html

TV Senado

http://www.senado.leg.br/noticias/tv/

TV Justiça

http://www.tvjustica.jus.br/


NBR

http://conteudo.ebcservicos.com.br/streaming/nbr

 

 

Escrito por Neguleu às 13h14
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Sexta-feira , 18 de Março de 2016


ATO no MASP em defesa da Democracia.

Às 16h em ponto, estaremos AO VIVO aqui: http://pt.twitcasting.tv/cutsaopaulo/


src="http://twitcasting.tv/cutsaopaulo/embed/live-480-0" type="text/javascript">

Escrito por Neguleu às 05h04
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Segunda-feira , 07 de Março de 2016


O Golpe tem pressa.

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Pessoas: isto é assustador e preocupante. O Golpe avança rapidamente: eles tem pressa; querem tomar o poder "sem...

Publicado por Ofo Nauta em Segunda, 7 de março de 2016

Escrito por Neguleu às 14h16
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Curiosidades sobre a Lava Jato.

Escrito por Neguleu às 09h48
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VIDEO ENTREVISTA LULA TVT YOU TUBE

 

https://www.youtube.com/watch?v=oMQCkqn6zaM#t=572

 

 

 

Escrito por Neguleu às 07h14
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Sexta-feira , 04 de Março de 2016


ATOS PRO LULA NO BRASIL TODO. ENDEREÇOS DAS MANIFESTAÇÕES

AJUDEM A DIVULGAR! Vamos ocupar as ruas em todo o Brasil! Já existem diversos atos marcados, para denunciar a tentativa desesperada de golpe a democracia, de criminalizar a figura do ex-presidente Lula e de por um freio ao processo de mudanças em curso no Brasil desde 2003. Quem possuir mais informações, favor enviar por aqui. SP - São Paulo - Ato Quadra dos Bancários as 18h Ceará - Fortaleza - Ato as 16h na Avenida da Universidade com a 13 de Maio. RS - Porto Alegre - Ato na Esquina Democrática as 17h. RJ - Rio de Janeiro - 15h Plenária dos movimentos sociais no sindicato dos Bancários. Ato na Cinelândia as 16h MG - Belo Horizonte - Vigília Democrática as 15h na Praça das Bandeiras. AL - Maceió - Ato as 18h em Frente a UFAL / Arapiraca 18h em Frente a UNEAL PB - João Pessoal - Concentração do Ato as 15h no Sintel rumo a Lagoa. PR - Curitiba - Ato as 18:30 na Boca Maldita PE - Recife - As 14h No monumento "Tortura Nunca Mais" Plenária dos Movimentos Sociais. BA - Salvador - Ato as 16h na Praça da Piedade. MT - Plenária dos Movimentos Sociais as 14h na Sede da Cut AM - Manaus - Ato as 17h no cruzamento da Sete de Setembro com a Eduardo Ribeiro Go - Goiânia - Ato Praça Cívica as 18h AC - Rio Branco - Ato as 18h na Praça da Revolução DF - Brasília - Ato as 17h Concentração na Praça dos Aposentados rumo a rodoviária do Plano Piloto SC - Florianópolis - Ato as 17h no Ticen

Escrito por Neguleu às 14h40
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Quarta-feira , 17 de Fevereiro de 2016


fevereiro ou março?

Porque era fevereiro ou março e eu me encontrava vivo mais e sempre do que supusera um dia, outrora. 

Logo depois da chuva, essa sensação de gato-se-espreguiçando-quando-acorda. Eu pensando nos gatos de outro livro que ando folheando. Gato, gato, gato. Eita siriema, a pôis! Mas não, eu não levantara agora. Tava mais era saindo do serviço cheio de "intenções pecaminosas" na cabeça. O Dedo Mindinho Direito formigando a cada tecla apertada. A chuva tinha acabado de cair e eu nao tinha desculpas para ter que andar a pé aquele trecho conhecido. A cabeça cheinha de idéias. Me ajuda São Genaro, me ajuda Santo Galvão, me ajuda Santo Voytilla, a quem passei a respeitar mais apartir dessa semana pelos episódios idílicos com uma amiga. Calma, sei (dizem!) que não rolou nada! Acredito! Piamente. E, mas... se rolasse, aí mesmo que o admiraria mais ainda, não sendo relioso nem do contra as religiões. Eu gosto mesmo é de andar assim à noite, noite inteira, vida noves fora nada, depois duma chuva dessa que caiu e faz a gentileza de dar uma pausa agora que saio do serviço pra rua! Eita, Evoé Todos os Santos!!! 

 

Escrito por Neguleu às 21h57
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Quinta-feira , 28 de Janeiro de 2016


Agora MARIO DE ANDRADE é de DOMÍNIO PÚBLICO.

http://www.releituras.com/marioandrade_bio.asp

Só um alerta-aviso-homenagem: Ouvi dizer por aí que Mário de Andrade passou a ser de DOMÍNIO PÚBLICO. Claro, isso significa que, em tese, toda sua obra passa a ser gratuita. Editoras disputam a publicação. Eu aconselho vasculhar a internet, por enquanto. E BOM PROVEITO. beijos a todas.

 

Mário de Andrade


Eu sou um escritor difícil 
Que a muita gente enquisila,
Porém essa culpa é fácil 
De se acabar de uma vez:
E só tirar a cortina
Que entra luz nesta escuridez.

(A Costela de Grão Cão)


1893
: Nasce Mário Raul de Moraes Andrade, no dia 9 de outubro, filho de Carlos Augusto de Moraes Andrade e Maria Luísa Leite Moraes Andrade; na Rua Aurora, 320, em São Paulo - SP.

1904: Escreve o primeiro poema, cantado com palavras inventadas. "O estalo veio num desastre da Central durante um piquenique de subúrbio. Me deu de repente vontade de fazer um poema herói-cômico sobre o sucedido, e fiz. Gostei, gostaram. Então continuei. Mas isso foi o estralo apenas. Apenas já fizera algumas estrofes soltas, assim de dois em três anos; e aos dez, mais ou menos, uma poesia cantada, de espírito digamos super realista, que desgostou muito minha mãe. "— Que bobagem é essa, meu filho?" — ela vinha. Mas eu não conseguia me conter. Cantava muito aquilo. Até hoje sei essa poesia de cor, e a música também. Mas na verdade ninguém se faz escritor. Tenho a certeza de que fui escritor desde que concebido. Ou antes... Meu avô materno foi escritor de ficção. Meu pai também. Tenho uma desconfiança vaga de que refinei a raça..." Este o depoimento do escritor a Homero Senna, publicado no livro "República das Letras", Editora Civilização Brasileira - Rio de Janeiro, 1996, 3a. edição, sobre como havia começado a escrever.

1905: Ingressa no Ginásio N. Sra. do Carmo dos Irmãos Maristas.

1909: Forma-se bacharel em Ciências e Letras. Terminado o curso multiplica leituras e freqüenta concertos e conferências.

1910: Cursa o primeiro ano da faculdade de Filosofia e Letras de São Paulo.

1911: Inicia estudos no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.

1913: Morre seu irmão Renato, aos 14 anos, devido a complicações decorrentes de uma cabeçada em jogo de futebol. Abalado pelo fato e trabalhando em excesso, Mário tem uma profunda crise emocional. Passa um tempo em Araraquara, na fazenda da família. Quando retorna desiste da carreira de concertista devido a suas mãos terem se tornado trêmulas. Dedica-se, então a carreira de professor de música.

1915: Conclui curso de canto no Conservatório.

1916: Conclui, como voluntário, o Serviço Militar.

1917: Diploma-se em piano pelo Conservatório. Morre seu pai. Publica Há uma gota de sangue em cada poema, poesia, sob o pseudônimo de Mário Sobral.. Primeiro contato com a modernidade na Exposição de Anita Malfatti. Primeira viagem a Minas: encontra o barroco mineiro, visita Alphonsus de Guimarães. Já iniciou sua Marginália.

1918: Recebe Diploma de Membro da Congregação Mariana de N. Sra. da Conceição da Igreja de Santa Ifigênia. Noviciado na Ordem Terceira do Carmo. Nomeado professor no Conservatório. Escreve contos e poemas. Colabora ocasionalmente em jornais e revistas como crítico de arte e cronista; em A Gazeta e O Echo (São Paulo).

1919: Profissão na Ordem Terceira do Carmo à 19 de março. É colaborador de A CigarraO Echo e A Gazeta. Viagem à Minas Gerais, visitando as cidades históricas.

1920: Lê obras Index . Faz parte do grupo modernista de São Paulo. Colabora em Papel e Tinta (São Paulo), na Revista do Brasil (Rio de Janeiro - até 1926) e na Illustração Brasileira (Rio de Janeiro - até - 1921).

1921: É professor de História da Arte no Conservatório. Pertence à Sociedade de Cultura Artística. Está presente no lançamento do Modernismo no banquete do Trianon. É apresentado ao público por Oswald de Andrade através do artigo "Meu poeta futurista" (Jornal do Commércio São Paulo). Escreve "Mestres do passado" para o citado jornal.

1922: Professor catedrático de História da Música e Estética no Conservatório. Participa da Semana de Arte Moderna em São Paulo, de 13 à 18 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Paulo. Faz parte do grupo da revista Klaxon, publicando poemas e críticas de literatura, artes plásticas, música e cinema. Escreve Losango Cáqui, poesia experimental. Inicia a correspondência com Manuel Bandeira, que dura até o final de sua vida. Publica Paulicéia desvairada, poesia.

1923: Estuda alemão com Kaethe Meichen-Bosen, de quem se enamora. Faz parte da revista Ariel, de São Paulo. Escreve A escrava que não é Isaura, poética modernista. Continua a colaborar na Revista do Brasil (Rio de Janeiro).

1924: Realiza a histórica "Viagem da Descoberta do Brasil", Semana Santa dos modernistas e seus amigos, visitando as cidades históricas em Minas. Colabora em América Brasileira (contos de Belazarte), Estética e Revista do Brasil (Rio de Janeiro).

1925: Colabora n'A Revista Nova de Belo Horizonte. Publica A Escrava que não é Isaura: discurso sobre algumas tendências da poesia modernista. Adquire a tela de André Lhote, Futebol, através de Tarsila.

1926: Férias em Araraquara, escrevendo Macunaíma. Publica Primeiro andar, contos, e Losango Cáqui (ou Afetos Militares de Mistura com os Porquês de eu Saber Alemão), poesia. Escreve poemas de Clã do Jaboti. Colabora na Revista de Antropofagia, na Revista do Brasil e em Terra Roxa e Outras Terras.

1927: Colabora no Diário Nacional de São Paulo: crítico de arte e cronista (até 1932, quando o jornal é fechado). Estréia como romancista, publicandoAmar, verbo intransitivo, que choca a burguesia paulistana com a história de Carlos, um adolescente de família tradicional iniciado nos prazeres do sexo pela sua Fraülein, contratada por seu pai exatamente para essa tarefa. Lança, também, o livro Clã do Jaboti, de poesias. Realiza a primeira "viagem etnográfica": percorrendo o Amazonas e o Peru, da qual resulta o diário O Turista Aprendiz.

1928: Membro do Partido Democrático. Realiza sua segunda "viagem etnográfica": ao Nordeste do Brasil (dez. 1928 - mar. 1929). Colabora naRevista de Antropofagia e em Verde. Publica Ensaio sobre a Música Brasileirae Macunaíma - o Herói sem nenhum caráter, onde inova com audácia e rebela-se contra a mesmice das normas vigentes. Com enorme sucesso a obre repercutiu em todo o país por seus enfoques inéditos. Sob um fundo romanesco e satírico, aí se mesclavam numa narrativa exemplar a epopéia e o lirismo, a mitologia e o folclore, a história e o linguajar popular. O personagem-título, um "herói sem nenhum caráter", viria a ser uma síntese, o resumo das virtudes e defeitos do brasileiro comum.

1929: Inicia coluna de crônicas "Táxi", no Diário Nacional. "Viagem etnográfica" ao Nordeste, colhendo documentos: música popular e danças dramáticas. Rompimento da amizade com Oswald de Andrade. PublicaCompêndio de História da Música.

1930: Apóia a Revolução de 30. Defende o Nacionalismo Musical. PublicaModinhas Imperiais, crítica e antologia, e Remate de Males, poesia.

1933: Completa 40 anos. Faz crítica para o Diário de São Paulo (até 1935).

1934: Diplomado Professor honorário do Instituto de Música da Bahia. Cria e passa a dirigir a Coleção Cultural Musical (Edições Cultura Brasileira - São Paulo). Colabora em Festa (Rio de Janeiro), Boletim de Ariel. PublicaBelazarte, contos, e Música, Doce Música, crítica.

1935: É nomeado chefe da Divisão de Expansão Cultural e Diretor do Departamento de Cultura. Publica O Aleijadinho e Álvares de Azevedo.

1936: Deixa de lecionar no Conservatório. Nomeado Chefe do Departamento de Cultura da Prefeitura.

1937: É contra o Estado Novo.

1938: Transfere-se para o Rio de Janeiro (27 jun.), demitindo-se do Departamento de Cultura (12 mai.). É nomeado professor-catedrático de Filosofia e História da Arte na Universidade do Distrito Federal e colabora noDiário de Notícias daquela cidade. Publica Namoros com a Medicina, estudos de folclore.

1939: Cria a Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo, sendo seu primeiro presidente. Organiza o 1o. Congresso da Língua Nacional Cantada (jul.). Projeta a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN. É nomeado encarregado do Setor de São Paulo e Mato Grosso. Escreve poemas de A Costela do Grão Cão. Publica Samba Rural Paulista, estudo de folclore. É crítico do Diário de Notícias (até 1944) e colabora na Revista Acadêmica (Rio de Janeiro) e em O Estado de S. Paulo. Publica A Expressão Musical nos Estados Unidos.

1941: Volta a viver em São Paulo, à Rua Lopes Chaves 546. Está comissionado no SPHAN. Colabora em Clima (SP).

1942: Sócio-fundador da Sociedade dos Escritores Brasileiros. Colabora noDiário de S. Paulo e na Folha de S. Paulo. Publica Pequena História da Música.

1943: Publica Aspectos da Literatura BrasileiraO Baile das Quatro Artes, crítica, e Os Filhos de Candinha, crônicas.

1944: Escreve Lira Paulistana, poesia.

1945: Coberto de reconhecimento pelo papel de vanguarda que desempenhou em três décadas, Mário de Andrade morreu em São Paulo - SP em 25 de fevereiro de 1945, vitimado por um enfarte do miocárdio, em sua casa. Foi enterrado no Cemitério da Consolação. Publicação de Lira Paulistana ePoesias completas.

Um capítulo à parte em sua  produção literária sem fronteiras é constituído pela correspondência do autor, volumosa e cheia de interesse, ininterruptamente mantida com colegas como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Fernando Sabino, Augusto Meyer e outros. Suas cartas conservaram, de regra, a mesma prosa saborosa de suas criações com palavras — um lirismo que, como ele disse, "nascido no subconsciente, acrisolado num pensamento claro ou confuso, cria frases que são versos inteiros, sem prejuízo de medir tantas sílabas, com acentuação determinada". Coberto de reconhecimento pelo papel de vanguarda que desempenhou em três décadas, Mário de Andrade morreu em São Paulo SP em 25 de fevereiro de 1945.


Bibliografia:

Há uma gota de sangue em cada poema, 1917

- Paulicéia desvairada, 1922

- A escrava que não é Isaura, 1925

- Losango cáqui, 1926

- Primeiro andar, 1926

- A clã do jabuti, 1927

- Amar, verbo intransitivo, 1927

- Ensaios sobra a música brasileira, 1928

- Macunaíma, 1928

- Compêndio da história da música, 1929 (reescrito como Pequena história da música brasileira, 1942)

- Modinhas imperiais, 1930

- Remate de males, 1930

- Música, doce música, 1933

- Belasarte, 1934

- O Aleijadinho de Álvares de Azevedo, 1935

- Lasar  Segall, 1935

- Música do Brasil, 1941

- Poesias, 1941

- O movimento modernista, 1942

- O baile das quatro artes, 1943

- Os filhos da Candinha, 1943

- Aspectos da literatura brasileira 1943 (alguns dos seus mais férteis estudos literários estão aqui reunidos)

- O empalhador de passarinhos, 1944

- Lira paulistana, 1945

- O carro da miséria, 1947

- Contos novos, 1947

- O banquete, 1978

- Será o Benedito!, 1992

Antologias:

Obras completas, publicação iniciada em 1944, pela Livraria Martins Editora, de São Paulo, compreendendo 20 volumes.

Poesias completas, 1955 

Poesias completas, editora Martins - São Paulo, 1972

Homenagens:

- Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 40 da Academia Brasileira de Música.

Dados obtidos em livros de e sobre o autor e sites da internet.


 

 

Escrito por Neguleu às 18h12
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Domingo , 10 de Janeiro de 2016


Para minha amiga.

Entao, querida: eu te amo tanto, te amo tanto minha amiga. Voce pode, voce consegue compreender o quanto, amiga, eu te amo? Nem eu, nem eu, nem eu. Mas sim! Eu sim compreendo, consigo saber. A coisa que voce talvez nao saiba eh que, para um homem (e algumas mulheres) eh perfeitamente possivel amar duas, tres, quatro, inumeras pessoas ao mesmo tempo!

Olha querida: nao posso afirmar com certeza, mas acho que sou assim tambem, pois amo tao facil, tao facil, tao facil. Foi assim contigo e eh assim com todas: simplesmente me apaixono, elouqueço, me perco. E a pessoa na dela, nem desconfia. Maior parte NUNCA fica sabendo. Eu sou estranho?

Sou humano, demasiadamente humano. Procuro ocultar isso de todos pois ser humano eh ser vulneravel. Ja expus minha vulnerabilidade nos telhados, nas calçadas, nas ruas. Me quebrarbam de pancadas, roubaram meus rins, me expuseram ao ridiculo. Aprendi: silencio a respeito desse assunto. Fingir que eh frio e durao como convem aos pobres homens que nao pensam para sobreviver ao dia a dia tao cruel.

Te amo querida! Duma maneira que voce nunca vai compreender. Infelizmente. Por que, da forma que as coisas andam, esse amor nunca sera posto em pratica, sera simples, platonico, sem correspondencia. Mas querida, eu devo morrer em breve (em menos de cem anos, ao que me parece) e nao poderia partir sem te informar essa dolirida realidade que me consome as arterias, as celulas, a respiraçao: te amo! E acho que eh para sempre! Que triste, para mim, meu Deus!!!

 

Escrito por Neguleu às 02h48
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